"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (Chico Xavier)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

'- Novamente,o despertar! [Parte 2]



Despertou novamente as 5 da manhã junto com ela.Em um movimento as duas se encararam e se prenderam em um abraço que durou um tempo significante...e neste encontro,sentiu seus corações se encontrarem num batimento imensamente constante.Entre susurros e mais olhares resolveram se distanciar novamente...então,ela despertou do pensamento e se viu novamente no meio daquele desentendimento.Algo havia mudado.Ela sentia que nada mais aconteceria,embora não houvesse acontecido muitas coisas...
Sentia que aquele abraço forte de exatamente 3 horas atrás,as quase lágrimas e aquele beijo que interrompia e que passava por cima da mútua e constante vontade de não faze-lo,não se repetiria mais...e aquilo a frustrava,pelas idéias e pelas palavras que ela acabara de ouvir.
Ela então,resolveu mentir.Mentir seu exterior e esboçar sorrisos que ela não conseguia.
A tarde passou não tão depressa.Ela e os amigos andavam pelas ruas de um lugar que eles conheciam bem e que ela olhava com espanto,por ser tão bonito...e no meio destes olhares ela se encontrava perdida no olhar daquela que desejava,e aquilo encomodava ainda mais.Sentaram,brincaram,sorriram,lembraram de datas e pessoas,mas a hora havia passado e ela deveria voltar para o seu recinto,assim como a outra.E pelas circunstâncias,ela sentia que o caminho seria longo.
Dentre palavras e olhares refletidos pelos espelhos do ônibus ela se sentia segura,tão perto e ao mesmo tempo tão longe.De pé,ela não conseguia desfarçar o seu olhar diante do espelho que a fitava sem nenhuma interrupção...e até mesmo as músicas em seus fones não conseguiam faze-la distrair-se no trajeto.Na última parada,mãos dadas,uma conversa não tão convencional e outros olhares a despertaram algo que a queimava por dentro,algo que ela não sentia a muito tempo.Entraram,se sentaram e ainda conversavam...as mãos se entrelaçavam ainda mais fortes e a chuva lá fora rendia boas risadas e sussurros que a faziam tremer.
O trajeto estava quase no final e ela tinha que dizer "adeus"...o olhar que ela havia esboçado a fazia ficar desnorteada,algo como se ela não quizesse deixá-la partir,al go como se desejasse que ela ficasse mais,e com um breve encontro de lábios elas se despediram.O veículo parou,ela saiu,e pela janela a viu partir,deixando um enorme vazio dentro daqueles olhos que a fitaram durante quase 48 horas ininterruptas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

'- Novamente,o despertar! [Parte 1]



E novamente ela sorriu.Ligou.Se importou.Gastou horas e dias do seu precioso tempo falando seus pensamentos,anceios e desejos.Fazendo planos e marcando datas.Escrevendo.Ouvindo músicas que com o tempo não sairiam tão fácil da sua cabeça.Andou naquela esteira sobre a qual disse que não colocaria mais os pés..e por fim,chorou.Ao ver o seu reflexo na mistura da água de suas lágrimas e da água daquele balde no corredor daquele território desconhecido, ela percebeu que com o tempo estava se perdendo mais uma vez,e aquilo havia acontecido mais rápido do que ela havia previsto.
Bastaram algumas palavras,alguns olhares,alguns beijos e abraços que ficaram perdidos no tempo para ela se entregar,novamente e como sempre.
Naquele dia ela se sentiu tão indefesa quanto um peixe fora d'água.O tempo estava passando e a cada minuto ela se julgava mais fraca.
Algumas horas antes ela estava com seu objeto de desejo bem à sua frente,fazendo coisas que ela gostaria de fazer repetidas e repetidas vezes.As mesmas coisas que havia dito dias atrás que faria sem hesitar.
De repente,um desentendimento por conta de algo que ela julgava não tão fútil.Ela não conseguia evitar que aquilo acontecesse e teve que lhe dizer a verdade..mas a resposta que ouviu não foi a das mais agradaveis.
Voltando ao pensamento das horas passadas,ela se encontrava debaixo dos lençóis de uma casa que ela conhecia a pouco tempo,com pessoas que também conhecia a pouco tempo,e sobre o efeito de líquidos que lhe faziam companhia sempre que ela ficava naquele estado.Claro que aquilo não havia afetado o seu dom de percepção sobre as coisas,mas mesmo assim,ela não conseguia parar de correr sobre a esteira..pelo menos não naquele momento tão frágil.
Durante alguns minutos elas se perderam entre olhares,gestos e beijos.Ela,que sabia que estava tudo errado,não queria que consequências viessem a acontecer,então,se distanciou e tentou adormecer...e pelo óbvio,não conseguiu.
A televisão encomodava os seus olhos e o barulho das vozes,os seus ouvidos.Levantou-se e silenciou o recinto pelo resto da madrugada.Lá fora a chuva conseguia amenizar um pouco o total silêncio que havia lá dentro,mas não amenizava a dor e o encômodo que ela sentia em pleta 1 da madrugada.Com muito esforço conseguiu adormecer durante exatamente uma hora e meia,despertou,tomou água,e novamente voltou a adormecer.Mas,pelo que seu subconsciente lhe mostrou,deveria ter ficado acordada.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

'- Inevitável...



Já é noite e ela está cansada,sim está esgotada.Está sentada em frente ao seu universo favorito,gigante.Suas palpebras doem,de tão pesadas que estão..merda,odeia quando isso acontece.
Ultimamente não tem muitos motivos pra fazer isso,na verdade,nenhum específico.
Ouvindo melodias que a fazem gritar por dentro e esboçar sorrisos perdidos por fora,mais uma vez ela se envolve...não por querer,mais simplesmente porque não consegue evitar.
Ás vezes a olho calada,como quem não quer nada,só pra observar.
A vejo sorrindo como quem quer dizer "Talvez seja disso que eu preciso" mais por dentro sabe que não é assim.
Ainda a olho neste momento,uma lágrima escorre e eu sem saber o que fazer...
Ás vezes ela precisa de alguém pra conversar,alguém que tente entender suas angústias,alguém que não se preocupe em apenas lhe assistir chorar.
Ás vezes precisa de um ombro amigo,dividir um copo de bebida e entre palavras e palavras tentar esbanjar uma felicidade que talvez nem exista completamente.
Ás vezes precisa de um caderno,um lápis,um tempo sozinha pra colocar suas palavras e poemas em ordem no papel,e com isso os pensamentos vão fluindo e ela vai escrevendo mais e mais.
Ás vezes precisava ouvir uma voz amiga,ver alguém que não fosse o seu espelho escuro,e andar em lugares que não fossem a sua própria solidão.
Hoje,revivendo falas de uma vida interrompida,ela se entrega mais uma vez.Hoje ela não sabe mais quem é,na verdade,nem se lembra de ter se conhecido.Não se lembra mais seu nome,sua idade,seus vicios e muito menos das coisas que admira.Ás vezes ela se sente assim,sem saber o que fazer.Sem rumo,sem nada,sem ninguém...sem ela mesma.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Uma Nova Pessoa.



Pois é,ela sabe que as coisas não serão mais as mesmas pra ela.Com tudo o que ela já presenciou e aceitou,não era de se esperar um olhar de desdém vindo de sua face esgotada.Sim,finalmente ela demonstra que se cansou de tudo,se cansou e resolveu remover o que lhe fazia mal,e deu certo,MUITO certo por sinal.
Os dias foram passando,e como sempre,há recaídas,mas ela se saiu bem delas,rápido e com êxito.Continuou com o seu desdém.

Os dias ainda corriam e algumas coisas foram mudando dentro dela,principalmente o seu jeito de ver e viver a vida.Relembrou de um tempo feliz e resolveu revivê-lo com toda intensidade,trazer novamente a tona o que ela era de verdade.
Uma transição.Vários caminhos e uma saída.Uma bela noite de luar,muito calor e pessoas novas,era disso que ela buscava,que precisava,e era isso que ela estava vivendo naquele momento.Entre um copo e outro,entre uma palavra e outra,entre um sorriso e outro ela novamente se encontrava.Se encontrava em meio a pessoas completamente desconhecidas em um lugar recentemente explorado,era perfeito.Perfeito até demais.
Noite adentro ela percebeu que havia algo errado,não com seu estado devido ao álcool,mas era outra coisa,uma coisa diferente.
Talvez um sorriso,um olhar,uma voz diferenciada,um jeito novo de andar,um corte novo de cabelo,alguém que ela nunca havia visto,sim,era outro alguém.E este alguém tinha um nome já conhecido por ela,de alguém que ela conhecia a algum tempo,uma tal amiga de outra província,mas as pessoas não tinham nada em comum,apenas o nome.
Aquela pessoa a intrigara.Desde o primeiro instante após descer as escadas do lugar já havia notado algo que chamava muito sua atenção,e agora,quase no meio da madrugada,aquilo se tornava mais forte.
Algumas horas,mais alguns goles e já era insuportável.Aquele estado já lhe tirava o fôlego e ela já não aguentava,mas sabia que não daria o primeiro passo.Então,outra pessoa apareceu.Não tão intrigante,nada interessante,mas ela se deixou levar,mesmo com outras coisas na cabeça.Sabia que estava indo de encontro ao que ela abominava,mas de alguma forma ela não poderia mais fugir,se sentia encurralada.E pelo resto da noite ficou assim,sendo ela mesma,como ela desejou durante muito tempo.
A noite terminara,e algumas palavras foram trocadas.Um choque e algo que não poderia e nem voltaria atrás : o tempo.Mais uma vez o tempo havia sido seu inimigo e ela nada poderia fazer.Dali por diante ela decidiria o que fazer e o que sentir...ou não!Já que ela já era novamente,quem deveria ter cido sempre.


Aaaaaah..tô de volta,e agora acho que é pra ficar.
Tive muito tempo pra refletir sobre a minha vida,e agora encontrei o caminho correto.Agradeço e peço desculpas aos meus visitantes e leitores que esperavam por atualizações.Aíi está,e espero que gostem.
Beijos a todos!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

'- Inconpreendida

Na verdade,eu sempre pensei que seria fácil,como as outras vezes,mas não é.Apesar de todos os caminhos me levarem SEMPRE ao mesmo lugar,apesar de eu não tentar fugir disso,apesar de eu já saber e já entender o que é pra ser feito,eu não consigo tornar a minha vontade uma completa realização.De longe,pra quem não conhece,parece que é algo que eu não quero me desfazer,mas ninguém,ninguém mesmo sabe o que se passa na minha cabeça antes de eu pegar no sono.
E a cada dia que passa eu me entrego mais ao que é surreal.Eu prendo a respiração,fecho a boca e calo minha lingua pra não dizer aquilo que eu realmente quero dizer,...pq eu sei que se eu dizer,não vai mudar em nada,as decisões não serão alteradas,mas apesar de todas as tentativas,minha boca sempre se abre e minhas palavras voam com o vento.Eu sei que não adianta eu correr,tentar nadar até a siperficie pq eu sempre vou me afogar,nunca vou chegar até onde eu quero realmente.
Mesmo com todas estas palavras aqui escritas,eu não vou conseguir mudar o conceito do destino,não vou conseguir fazer brotar uma segunda chance da morte de algo que foi deveras valoroso para a minha pessoa e para o meu modo de viver.


Peço desculpas aos meus leitores por não ter cido um post "bem elaborado" mais é que não estou num bom momento.
Prometo responder os comentários o mais breve possivel..=]
Obrigado a todos.
;*

domingo, 23 de agosto de 2009

'- Sou mais do que o seu olho pode ver.




As vezes a verdade nos pega desprevinidos,ou então ela sempre vai estar te acompanhando,mas na grande maioria das vezes você não vai querer realmente vê-la.Vai querer desfarçar,fingir que não a conhece,dar pontapés e socos,gritar,esperniar,mais ela não vai sumir,muito menos se machucar,ela vai estar ali,viva e forte como sempre esteve.
As pessoas não medem esforços pra viverem suas vidas como podem,de acordo com o que vêm com o tempo,como se estivessem com uma arma apontada para a cabeça.Mas eu?Eu não!Eu vou continuar aqui,vivendo do modo que eu sei viver,e não de como eu posso viver.Não adiantaria nada efetuar mudanças na sua vida amorosa,familiar ou qualquer outra vida que você tenha,se o seu Eu interior não vai ser alterado.
Eu sei que eu sou inteligente,tenho garra,tenho vontade e muitas coisas mais que me fazem uma pessoa da qual eu possa ter orgulho sempre.Alguém que tira de seus defeitos todas as suas qualidades,e que tira dos seus sonhos a vontade de viver.Aquela que não mede palavras pra dizer como e o que sente,que não espera antes de chorar e que sempre vai estar ali,mesmo que a chuva atrapalhe.Aquela que faz do veneno o líquido principal da vida.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

'- Autoretrato





Eu sei que você vai tentar me mudar, me aconselhar, me transformar, mais eu nunca vou deixar de ser o que eu sou, viver como eu vivo, sentir o que eu sinto. Qual o problema de levar rosas até o seu portão e te acordar com um beijo, um abraço e uma bandeja enorme de café da manhã pelo resto das manhãs da sua vida?Assistir um filme abraçado, sair pra tomar sorvete, brincar em um parque lotado, deitar na grama só olhando as estrelas numa noite enluarada, jantar a luz de velas?Qual é o problema de ser uma pessoa a qual todos desejariam ter? Hoje em dia é muito clichê fazer declarações amorosas, eu sei, mas também sei que sou capaz de fazer todas as coisas que um casal ou uma pessoa completamente apaixonada fazia convencionalmente nos anos 50. Se ajoelhar e pedir a mão de quem se gosta, escrever canções e versos inspirados no nome da pessoa amada, a cada encontro sentir o coração disparar de felicidade, a cada beijo sentir seu corpo todo estremeçer, sentir saudades com alguns segundos de ausência..sim, pode acreditar,eu sou assim. Quero viver minha vida intensamente a cada segundo que se passa, sem desperdiçar qualquer chance, sem deixar de conhecer pessoas que irão (ou não) acrescentar algo à minha existência, mas eu não ligo pra isso, não, eu não ligo.Eu quero só saber que eu mudei a vida de alguém de alguma forma, da forma que ela nunca mais possa esquecer o meu nome ou a pessoa que eu fui em qualquer momento da vida dela.Quero ser lembrada sempre, e pra sempre, como aquele alguém que foi e sempre será especial.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

'- Infinito


Não, eu não quero mais te dizer adeus, estas palavras já fizeram parte da minha vida por muito tempo, e desta vez eu não quero mais elas no meu vocabulário. E hoje eu não desejo mais que isso tenha sentido...eu queria ser mais sincera do que eu já sou, mais transparente do que o lago de ilusões que me cerca..mas sinto que de alguma forma isto é impossível.

Tanta coisa, tantas vidas, tantas histórias envolvidas em apenas uma vida e de repente nada mais faz sentido. Todos os sonhos e os desejos não são mais sentidos como antigamente, tudo se transforma em nada, ou em algo mais forte do que eu possa imaginar.

Há dias que eu ouço a chuva pela janela do meu quarto e imagino que após um tempo ela vai parar, que vai surgir um sol que brilhará durante horas a fio e do nada um arco-íris vai aparecer, porém isso nunca acontece. Eu queria não ter mais dúvidas, eu queria não ter mais desejos, queria que minhas esperanças voassem com o vento rumo ou desconhecido...porque é para lá que elas devem ir, é lá que elas pertencem, ao infinito, a algo que não existe e que nunca existiu, nem um dia sequer.

'- Outro xD




Mais um celo,e novamente presenteado por A Cela ll.

Ain,to de novo feliz xDD


Quero agradecer imensamente as pessoas que sempre visitam o meu blog,mesmo com as demoras constantes dos posts.
Logo logo voltarei com tudo,eu prometo =]

Beejinhus a todos!

sábado, 15 de agosto de 2009

'- Despedida.



Ouvindo melodias que a fazem gritar por dentro e esboçar sorrisos perdidos por fora,mais uma vez ela se envolve...não por querer,mais simplesmente porque não consegue evitar.
As vezes se olha calada,como quem não quer nada,só pra observar. Se vê sorrindo como quem quer dizer "Talvez seja disso que eu preciso" mais por dentro ela sabe que não é assim.Mas porquê sabe de tudo isso?Preferiria nem cogitar a hipótese de resposta... Hoje,revivendo falas de uma vida interrompida,ela se entrega mais uma vez,e fazia tanto tempo que isso não acontecia. Ela tenta não se destruir por completo,mas mesmo assim,todos os pensamentos a levam para o mesmo lugar. De tanto desejar que esta dor insuportavel vá embora,de tanto tentar se enganar,a cada dia mais ela não se suporta,não suporta nem se olhar no espelho,o mesmo que mente a ela todos os sorrisos que ela mostra. Mesmo rodeada,sempre acompanhada de belas pessoas ela ainda se sente sozinha,sabe que precisa de algo maior do que ela já tem,mais único,algo que não se dissipe com o tempo..o mesmo tempo que a trai a cada amanhecer. E ela chorava.Chorava como nunca havia chorado antes. Seus soluços eram constantes e suas pálpebras não agüentavam mais o abrir e fechar dos seus olhos. Sua cabeça e seu peito doíam, ela não tinha sono, não tinha fome, não tinha cede..não tinha nada, apenas um grande vazio que a dominava. Tentava parar mais a cada segundo o quarto a afogava mais, a sufocava, a espremia e ela não respirava. Não falava, não gemia. As horas foram passando e com o tempo ela se acalmou. De olhos abertos ela olhava a última foto e imaginava os últimos passos daquela história. Imaginava como havia se surpreendido com todo o desfecho e o final trágico e repentino, e aquilo lhe assustava tanto que novamente começou a chorar..sem parar.Mas dessa vez ela não soluçava, não, com outros estímulos se punha a dar risadas ao lembrar de bons tempos.Aqueles que nunca foram tão eternos como naquele instante.