"Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim." (Chico Xavier)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

'- Descrição...


Ela tenta alcançar, mais não consegue!Todas as palavras inúteis que a mãe dela lhe havia dito mais cedo eram todas verdades, e ela tinha deixado toda aquela ignorância alcançá-la e havia criticado a pobre coitada, sem nenhuma dó... e agora,depois de algumas horas a mesma dó afetava seus pensamentos como o veneno que trouxe a morte de Julieta.
Ela queria chorar,queria rir,queria correr, mais as pernas estavam decepadas pela pena e pela falta de força que a tinha abatido. Ela se tratava sempre em terceira pessoa,como se tivesse algo a esconder;na verdade ela tinha e não tinha medo nenhum de admitir a dor que a rondava sem perdão. A falta de sentimentos e a caridade que ela via naquela pessoa eram tão inadimplentes que ela ficava pasma ao ver como tudo aquilo se manifestava com tanta facilidade, trazendo podridão a todo olhar que lhe feria. As paredes do quarto já manchadas de dor de noites passadas, não a deixavam dormir por dias, pois os gritos das mesmas noites passadas a atormentavam sem permissão. Na rua,ela já não conseguia andar de cabeça levantada pois se via diante de fantasmas e vultos que não a tocavam,apenas passavam reto lhe trazendo aquele frio na espinha....foi então que ela o viu!Forte e com aparência daquele tipo de pessoa que não se importa com muita coisa, aberto a qualquer papel seja ele de vilão ou herói, músico pianista, escritor de contos ou apenas mais um vagabundo, enfim, não importava, ela o via ali, forte. Tão forte que o tempo foi passando e as fraquezas existentes nele já não conseguiam ser suficientes pra abalar sua memória.Com o tempo ele foi fazendo da vida dela um pesadelo,uma enorme bola de pavor que ela não conseguia se distanciar...e esta era sua confissão! Como eu dizia, ela tentava alcançar tudo, porém não conseguia... estava tudo tão perto e ao mesmo tempo se distanciando como se estivesse em uma escada rolante,descendo,descendo,se escondendo no meio do nada...assim como sua,sua...o que seria?Algo estava perdido na escuridão, ela pressentia mais não poderia fazer nada apenas esperar... esperar que a chuva parasse de correr sobre seu rosto,esperar que as dores de cabeça terminassem e as pontadas no coração que a faziam parar se distanciassem do seu ser,mais isso seria tudo em vão,eu presumo... Não foi uma boa idéia, ela dizia para o espelho!Não foi uma boa idéia ter escrito, dito, presenciado, existido junto aquele sentimento, não deveria ter acontecido, mais ela queria, cada dia mais e mais que ele sentisse o mesmo, a mesma dor que ela sentia mais isso não a faria parar, pelo contrario, a faria apenas continuar desejando e desejando mais e mais como uma criança deseja um doce, e era isso que a força dele havia se transformado, um doce, algo indispensável!Mas naquele dia foi diferente, ela sentia que não precisava mais correr o risco, não precisava mais "precisar”, precisava emagrecer de toda a sujeira que aquilo tinha se transformado: uma necessidade, um perigo em vão. Mas ainda sim ela não conseguiu fazer nada,a força dela nunca era o suficiente..então ela resolveu entregar,entregar ao tempo,como dizia sua própria mãe, coitada, “O tempo sabe o que faz!”...

Texto meio sem nexo e meio besta, mais eu só consigo me expressar assim às vezes, fazer o que xDD... Beejinhus!
=*

Um comentário:

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

O sentido de um texto um leitor dá ao ler e ao remeter à memórias passadas e experiências...

e o texto está muito bem escrito. Para mim, o sentido seria de menos, mas ainda sim fez sentido e me comoveu. E como um escritor nunca escreve uma letra sem que ela traga algum significado pra ele, achei a foto auto-explicativa.

parabéns pela texto bem bolado.
http://misskidha.blogspot.com/